quarta-feira, 3 de março de 2010

Manifesto à nação brasileira

Sobre a liberdade de expressão e orientação sexual do povo brasileiro

Diante da tramitação no Senado Federal do Projeto de Lei Complementar nº 122/2006, aprovado pela Câmara dos Deputados (PL 5003/2001), que pretende punir como crime qualquer tipo de reprovação ao homossexualismo, a Convenção Batista Brasileira manifesta a sua preocupação com o futuro da sociedade brasileira, caso a lei venha a ser aprovada.

Preocupa ao povo batista a aprovação de uma lei que privilegia uma minoria, em detrimento do direito de todos. Reconhecemos o direito dos homossexuais a um tratamento digno e igualitário, ao mesmo tempo em que defendemos a liberdade fundamental de formar e exprimir juízos, favoráveis ou desfavoráveis, nas questões de orientação sexual. Entendem os batistas que a aprovação do referido Projeto de Lei pode resultar no aumento da subversão de valores morais e espirituais que destroem a família e enfraquecem a nação brasileira. Por isto, decidimos vir a público reafirmar nossas posições bíblicas e históricas sobre os princípios e os valores que sustentam a liberdade de consciência, as religiões e a vida em sociedade.

1- Cremos que todos têm direito, outorgado por Deus, de ser reconhecidos e aceitos como indivíduos, sem distinção de raça, cor, credo ou cultura; de ser parte digna e respeitada da comunidade; de ter a plena oportunidade de alcançar o seu potencial. Todas as pessoas foram criadas à imagem de Deus, razão porque merecem respeito, consideração, valor e dignidade.

2- Cremos no direito à liberdade de consciência e de expressão religiosa. Cada pessoa é plenamente livre perante Deus, em todas as questões de consciência e tem o direito de abraçar ou rejeitar religião, bem como de testemunhar sua fé religiosa, propagar e ensinar a verdade como a entenda, e até de mudar sua crença, sempre respeitando os direitos e as convicções dos outros.

3- Cremos que cada pessoa é preciosa, insubstituível e moralmente responsável perante Deus e o próximo. Cremos no direito à liberdade de escolha e aprovação dos princípios e dos valores que regem a convivência e a conduta, na família e na sociedade.

4- Cremos que Deus criou o ser humano, macho e fêmea, com direitos iguais e diferenças sexuais. Essas diferenças se baseiam na constituição física, na forma de ser, de perceber o mundo, de reagir e de relacionar-se. Deus criou macho e fêmea, para que se completem e cooperem com ele na criação e na formação da humanidade.

Uma vez que, não podendo nos calar diante do alto risco de degradação social e do surgimento de perseguição religiosa motivada por aqueles que se sentirem discriminados:

1- Conclamamos os representantes do povo no Senado e nas demais instâncias da República, cidadãos e líderes de instituições sociais e religiosas, bem como os pais e formadores de opinião a que se unam para defender o respeito à pessoa e a garantia dos direitos individuais, lutando a favor de uma sociedade na qual prevaleça a dignidade de todos.

2- Conclamamos todos os cristãos a proclamar e ensinar toda a verdade, conforme revelada nas Sagradas Escrituras, inclusive as orientações nelas contidas sobre a natureza da sexualidade humana. Não podemos negar que Deus Criador, o Senhor dos senhores, justo Juiz de toda a terra, condena o homossexualismo, conquanto ame os que o praticam, oferecendo-lhes o perdão e a graça que restauram a dignidade humana.

3- Conclamamos todos os cidadãos a cultivar uma convivência pacífica e respeito ao próximo, mantendo a respeitabilidade e o pudor nas que privilegia uma minoria, em relações sociais. Reconhecemos que ninguém tem o direito de coibir a escolha sexual de quem quer que seja. No entanto, essa norma não pode impedir que qualquer cidadão tenha o direito de considerar impróprio e inconveniente ou de qualificar como imoral ou inaceitável o comportamento homossexual.

A aprovação de uma lei não pode ferir as conquistas adquiridas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma em seu artigo XIX: “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

Conscientes do exercício da nossa cidadania, faremos tudo o que for possível e justo, a fim de que construamos uma sociedade cada vez mais firmada nos valores éticos, morais e espirituais inspirados nas Sagradas Escrituras. Assim sendo, unimos-nos aos demais esforços para salvar o Brasil da degradação moral e da perseguição religiosa, bem como deixarmos um legado de justiça, paz e prosperidade para as futuras gerações.

Rio de Janeiro, maio de 2007

Pr. Oliveira de Araújo
Presidente da Convenção Batista Brasileira

Pr. Sócrates Oliveira de Souza
Diretor Executivo da Convenção Batista Brasileira

Fonte: www.batistas.org.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

Relacionamentos - Amor é ação!

Neste mês o livro que apresentamos e sugerimos trata do tema relacionamentos.

Gary Chapman, autor de vários livros, em seu “Amor é um verbo” traz várias histórias de vida reais, de situações nas quais “o amor foi posto a prova e venceu todas as adversidades”. São exemplos de relacionamentos conjugais, entre pais e filhos, entre irmãos, antigas e novas amizades, demonstrações de amor por desconhecidos, entre outros.

Amor não é só um sentimento. Amor é ação!

Leia abaixo a sinopse e um trecho do livro (*):

"Ao contrário do senso comum, o amor não é apenas um sentimento. Ele é uma escolha diária a ser demonstrada no casamento, na família e nas amizades. Certamente, nada difícil quando tudo vai bem. O desafio se apresenta nas circunstâncias que estressam os relacionamentos. É nesse momento que as dicas de um experiente conselheiro podem fazer diferença.

O Dr. Gary Chapman tem-se dedicado à tarefa de ajudar pessoas a comunicar amor com mais eficácia e, assim, construir relacionamentos mais sadios. Nessa obra ele enfatiza que o amor não é mero sentimento. Tampouco se trata de um simples estado de espírito que o afasta da realidade.

O amor é, sim, o componente essencial para sobreviver nos relacionamentos. Uma escolha diária que precisa ser tomada, especialmente em situações extremas. Aprenda com o autor a demonstrar seu amor através de ações concretas. "

Trecho do livro:

"'O amor faz o mundo girar.'

'Amar é tudo de que você precisa.'

'O amor pode deixá-lo maluco...'

Todos nós sabemos que poemas, canções, filmes e oradores têm tentado descrever e expressar o ato de amar de maneira adequada.

Filmes e programas de televisão se concentram na busca pelo amor e pela satisfação pessoal. Anúncios usam esse sentimento poderoso para nos vender produtos. Ao que parece, nossa cultura possui uma mentalidade atrelada ao amor.

Seja no casamento, na família ou nas amizades, não é surpresaperceber a atração exercida pelo amor, nem o fato de ele ser colocado na lista de prioridades de nossa vida. Afinal de contas, o livromais sábio de todos, a Bíblia, nos diz que o próprio Deus é amor.

Poucas emoções da vida se igualam à excitante torrente de adrenalina provocada por um novo romance, à doce companhia de um amigo ou ao fiel apoio de um membro da família. Não é de estranhar que busquemos amar mais que tantas outras experiências positivas. É muito mais fácil enfrentar os desafios normais e cotidianos quando sabemos que existem pessoas que estão sempre ao nosso lado quando precisamos, que existem pessoas que nos apoiam incondicionalmente.

Uma vez que todo relacionamento amoroso envolve seres humanos falíveis, os desafios são enormes. Diferentemente das ligações pessoais apresentadas no cinema e na televisão, as questões reais entre as pessoas normalmente não podem ser resolvidas em trinta minutos, nem em alguns episódios. Às vezes tanto as situações como as pessoas impedem que amemos adequadamente.

A euforia diminui depois da cerimônia de casamento, e os sentimentos românticos podem voar pela janela. Experimentamos um desacordo intenso e, então, acabamos agindo como opositores, em vez de apoiadores.
Em alguns momentos, ocorrem ruídos na comunicação. Em outras ocasiões, podemos nos prender a expectativas irreais. Ainda em outras situações, francamente, talvez nem sequer saibamos como amar se encaixa na equação. E, quando as coisas ficam realmente ruins, algumas pessoas simplesmente seguem adiante... deixando para trás uma trilha de corações feridos.

Como pastor e conselheiro, tenho presenciado essa situação diversas vezes. Um dos cônjuges se cansa do casamento e cede à tentação de ver se a grama do quintal de outra pessoa é realmentemais verde. Pais e filhos interrompem mutuamente a comunicação por conta de um mal-entendido. Uma pessoa se senta sozinha na igreja ou simplesmente deixa de frequentá-la porque perdeu um amigo e tem medo de se abrir de novo para outra pessoa.

Tenho visto pessoas demais desistindo rápido demais de amar. Abandonar relacionamentos não traz o alívio esperado, não cria soluções nem simplifica a vida. Em vez disso, acumula mais problemas por meio de julgamentos e ressentimentos persistentes. Diante disso, quais são as respostas aos desafios lançados pelo amor? Para começo de conversa, é necessário dizer que, a fim de suportar a longa caminhada e enfrentar o estresse e a complexidade da vida, amar precisa ser mais do que algo que sentimos. Precisa ser algo que fazemos. Precisamos demonstrar amor concretamente em nosso casamento, nossa família, entre nossos amigos e conhecidos e, sim, até mesmo aos nossos inimigos.

É disso que trata este livro. Nas páginas a seguir serão apresentados exemplos de pessoas como você — como todos nós — que aprenderam a pegar os obstáculos, os “limões” que encontram na vida, e transformá-los em néctar agradável, capaz de matar a sede emocional.

(...)

Você deseja desfrutar os melhores relacionamentos possíveis? Então vamos trabalhar. Amar não se limita a um pronome como “ele”, “ela”, “eles” ou “elas”. Não se relaciona a quem são as outras pessoas, a como elas nos tratam ou ao que fazem para que as valorizemos. O ato de amar começa com você e, fundamentalmente, não tem de ver com o que você diz ou sente. Em vez disso, amor é uma palavra de ação; é uma escolha que você precisa fazer. Amor é um verbo! "

Gary Chapman é autor do conhecido "As cinco linguagens do amor" (Ed.Mundo Cristão, 1997).

Amor é um Verbo. Editora Mundo Cristão, 2009.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A Oração - livro de James Houston



Trazemos para o conhecimento dos nossos leitores o livro de James Houston, A Oração, publicado pela Editora Palavra, Brasília, em 2009.

Oração, o caminho para quem busca a amizade com Deus, é.

"Neste livro o Dr. James Houston, profundo conhecedor da tradição da espiritualidade cristã, nos mostra que existe uma estreita conexão entre a nossa carência por relacionamentos humanos mais ricos e a nossa necessidade por intimidade com Deus. Segundo ele, cada dimensão de nosso relacionamento com as pessoas ou com Deus se entrelaça de alguma forma. Por isso, segundo o Dr. Houston, é fundamental que consigamos estabelecer relacionamentos duradouros com aqueles que estão ao nosso redor, sendo que de outra forma não poderemos reivindicar um relacionamento profundo com Deus o qual não vemos, enquanto nossas relações com as demais pessoas as quais vemos são superficiais. "


"A oração é profundamente direcionada por aquilo que cremos e como nos comportamos. O caráter de nossas orações será marcantemente determinado pelo caráter de Deus, enquanto o conhecemos e o experimentamos. Como veremos neste livro, a educação emocional que temos recebido desde a infância estabelecerá a tônica de nossas atitudes com respeito a Deus. Portanto, é verdadeiro afirmar-se 'Diga-me quem é teu Deus e eu lhe direi como tu oras'." James Houston.


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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Oração e Conhecimento

"Por enquanto, gostaria de ressaltar brevemente que armas devemos usar no combate aos principais vícios. Estas armas são a oração e o conhecimento. Paulo expressa claramente o desejo de que os homens estejam continuamente armados e recebemos a ordem de orar sem cessar. A oração autêntica dirigida ao céu é capaz de subjugar a ira, pois ela é, assim como sempre foi, a fortaleza inacessível ao inimigo. O conhecimento, ou o aprendizado, fortifica a mente com saudáveis preceitos e mantém a virtude frente a nós. Estes dois elementos são inseparáveis, o primeiro rogando, e o último sugerindo o que devemos orar. São Tiago nos diz que devemos orar sempre por fé e esperança, buscando os elementos da salvação em nome de Jesus. Podemos recordar que Cristo perguntou aos filhos de Zebedeu se eles realmente sabiam por que motivo estavam orando. Devemos sempre enfatizar a necessidade dupla da prece e do conhecimento. Na fuga do pecado, imite Aarão como modelo daquele que ora e Moisés como um exemplo do entendimento da lei. Ambos impedem que tua compreensão diminua e que tua oração se torne estéril." (Trecho de O manual do Cristão Militante, com adaptações)

Erasmus, Desiderius. A filosofia de Erasmo de Roterdã. Seleção, introdução e comentário de John Patrick Dolan. Tradução de Fernanda Monteiro dos Santos. São Paulo: Madras, 2004, p. 35.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Aquisições de fevereiro 2010



Divulgamos nova lista de aquisições da Biblioteca: Leituras para edificar a sua vida!


ALTANER, B.; STUIBER, A. Patrologia: vida, obras e doutrina dos Padres da Igreja. Tradução de Monjas
Beneditinas. 3ª. São Paulo - SP: Paulus, 2004. 540 p. ISBN 85-349-2279-9.

BERGER, Klaus. Hermenêutica do Novo Testamento. Tradução de Nélio Schneider. 2ª. São Leopoldo - RS: Sinodal - RS, 2004. 392 p. ISBN 85-233-0584-X.

BITUN, Ricardo. Henri Nouwen: de A a Z. São Paulo - SP: Editora Vida, 2009. 479p. (Pensadores Cristãos). ISBN 978-85--383-0132-5.

BULTMANN, Rudolf. Jesus. Tradução de Nélio Schneider. 1ª. São Paulo - SP: Editora Teológica, 2005. 221 p. ISBN 85-89067-19-X.

CERESKO, Anthony R. A sabedoria no Antigo Testamento: Espiritualidade libertadora. Tradução de Adail Ubirajara Sobral, Maria Stela Gonçalves. 1ª. São Paulo - SP: Juerp - RJ, 2004. 213 p. ISBN 85-349-2048-6.

CIPRIANI, Roberto. Manual de Sociologia da Religião. São Paulo - SP: Paulus, 2007. 357p. (Coleção Ciências Sociais). ISBN 978-85-349-2653-9.

CRUZ, João da. Obras completas. 7ª. Petrópolis - RJ: Vozes - Petrópolis/RJ, 2002. 1149 p. ISBN 85-326-0654-7.

DANIEL-ROPS, Henri. A Igreja dos Tempos Clássicos. Tradução de Américo da Gama. s/n. São Paulo - SP:Quadrante, 2000. 463 p. ISBN 85-7465-030-7.

DRISCOLL, Mark. Reformissão: Como levar a mensagem sem comprometer o conteúdo. Tradução de Maysa Monte Assis. 1ª. Niterói - RJ: Tempo de Colheita, 2009. 203 p. ISBN 978-85-61619-04-6.

GOLL, James W. A arte perdida da intercessão: Restaurando a chama da intercessão profética e da Vigília do Senhor. Tradução de Marson Guedes. 1ª. São Paulo - SP: Vida - SP, 2009. 206 p. ISBN 978-85-383-0134-9.

HOUSTON, James. A Oração: o caminho para quem busca a amizade com Deus. Brasília - DF: Palavra - DF, 2009. 320p. ISBN 978-85-60387-53-3.

HOUSTON, James. O Criador: Vivendo bem no mundo de Deus. Brasília - DF: Palavra - DF, 2009. 336p. ISBN 978-85-60387-51-9.

JUNG MO SUNG. Se Deus existe, por que há pobreza?. São Paulo - SP: Reflexão, 2008. 117p. ISBN 978-85-61859-01-5.

KOESTER, Helmut. Introdução ao Novo Testamento: história e literatura do cristianismo. São Paulo - SP: Paulus, 2005. 410p. (Bíblia e Sociologia; v. 2). ISBN 85-349-2329-9.

KOESTER, Helmut. Introdução ao Novo Testamento: história, cultura e religião do período helenístico. São Paulo - SP: Paulus, 2005. 432p. ISBN 85-349-2280-2.

KÖRTNER, Ulrich H. J. Introdução à Hermenêutica Teológica. Tradução de Paul Tornquist. 1ª. São Leopoldo - RS:Sinodal - RS, 2009. 278 p. ISBN 978-85-62865-00-8.

KREEFT, Peter. Sócrates e Jesus: O debate. Tradução de Ana Schäffer. 1ª. São Paulo - SP: Vida - SP, 2006. 199 p. ISBN 85-7367-895-X.

KÜMMEL, Werner Georg. Introdução ao Novo Testamento. Tradução de Paulo Feine et al. 2ª. São Paulo - SP:Paulus, 1982. 797 p. ISBN 85-349-0621-1.

KÜNG, Hans. O Princípio de todas as coisas: Ciências naturais e religião. Tradução de Carlos Almeida Pereira. 2ª. Petrópolis - RJ: Vozes - Petrópolis/RJ, 2009. 288 p. ISBN 978-85-326-3448-1.

LAS CASAS, Bartolomeu de (Frei). Único modo de atrair todos os povos à verdadeira religião. Tradução de Noelia Gigli, Helio Lucas. 1ª. São Paulo - SP: Paulus, 2005. 334 p. ISBN 85-349-2415-5.

LUDOVICO, Osmar. Meditatio. 1ª. São Paulo - SP: Mundo Cristão - SP, 2007. 201 p. ISBN 978-85-7325-487-7.

MACARTHUR, John. Pense Biblicamente!: recuperando a visão cristã de mundo. São Paulo - SP: Hagnos, 2005. 541p. ISBN 85-89320-71-5.

MACKINTOSH, H. R. Teologia Moderna: De Schleiermacher a Bultmann. Tradução de Deuber de Souza Calaça. 1ª. São Paulo - SP: Novo Século, 2004. 384 p. ISBN 85-86671-29-0.

MAYHUE, Richard. O que Jesus diria de sua Igreja?: As características da igreja autêntica. São Paulo - SP: Editora Vida, 2005. 236p. ISBN 85-7367-856-9.

MEEKS, Wayne A. Cristo é a Questão. São Paulo - SP: Paulus, 2007. 112p. ISBN 978-85-349-2782-6.

MILÃO, Ambrósio de. Examerão: Os seis dias da criação. Tradução de Célia Mariana Franchi Fernandes da Silva. 1ª. São Paulo - SP: Paulus, 2009. 278 p. (Patrística; v. 26). ISBN 978-85-349-3102-1.

MURPHY-O'CONNOR, J. A antropologia pastoral de Paulo: tornar-se humanos juntos. Tradução de João Rezende Costa. 2ª. São Paulo - SP: Paulus, 2007. 225 p. ISBN 978-85-349-0069-0.

NOUWEN, Henri J. M. Conversa Espiritual: A beleza e a profundidade da espiritualidade cristã explicadas de maneira simples. Brasília - DF: Palavra - DF, 2009. 80p. ISBN 978-85-60387-55-7.

PANNENBERG, Wolfhart. Filosofia e Teologia: Tensões e convergências de uma busca comum. Tradução de Nélio Schneider. 1ª. São Paulo - SP: Paulinas - SP, 2008. 332 p. ISBN 978-85-356-1990-4.

PAULA, Marcio Gimenes de. Indivíduo e comunidade na filosofia de Kierkegaard. 1ª. São Paulo - SP: Paulus, 2009. 174 p. ISBN 978-85-349-2975-2.

PETERSON, Eugene H. Espiritualidade Subversiva. São Paulo - SP: Mundo Cristão, 2009. 315p. ISBN 978-85-7325-589-8.

REGA, Lourenço Stelio. Paulo e sua Teologia. 1ª. São Paulo - SP: Vida - SP, 2009. 410 p. ISBN 978-85-383-0141-7.

RIDDERBOS, Herman. A teologia do apóstolo Paulo. Tradução de Susana Elisa Klassen. 1ª. São Paulo - SP:Cultura Cristã - SP, 2004. 608 p. ISBN 85-7622-046-6.

RIEGER, Joerg. Cristo e Império: de Paulo aos tempos pós-coloniais. São Paulo - SP: Paulus, 2009. 262p. ISBN 978-85-349-3025-3.

RÖSEL, Martin. Panorama do Antigo Testamento: História - Contexto - Teologia. São Leopoldo - RS: Sinodal, 2009. 232p. ISBN 978-85-62865-03-9.

RUSHDOONY, Rousas John; SANDLIN, P. Andrew. Infalibilidade e interpretação. Tradução de Felipe Sabino de Araújo Neto. 1ª. Brasília - DF: Monergismo, 2009. 127 p. ISBN 978-85-62478-20-8.

SAYÃO, Luiz A. T. Cabeças Feitas: Filosofia prática para cristãos. São Paulo - SP: Hagnos, 2001. 76p. ISBN 85-88234-05-X.

SCHREINER, Josef. Palavra e Mensagem do Antigo Testamento. 2a. São Paulo - SP: Editora Teológica, 2004. 560p. ISBN 85-89067-15-7.

SIRE, James W. Hábitos da Mente: A vida intelectual como um chamado cristão. Tradução de Paulo Zacarias. 1ª. São Paulo - SP: Hagnos, 2005. 267 p. ISBN 85-89320-70-7.

SMITH, Mark S. O memorial de Deus: História, memória e a experiência do divino no Antigo Israel. Tradução de Luiz Alexandre Solano Rossi. 1ª. São Paulo - SP: Paulus, 2006. 264 p. ISBN 85-349-2517-8.

STUART, Douglas. Manual de Exegese Bíblica: Antigo e Novo Testamentos. São Paulo - SP: Vida Nova, 2008. 377p. ISBN 978-85-275-0386-0.

SWETNAM,James. Gramática do Grego do Novo Testamento. São Paulo - SP: Paulus, 2002. 2 v. ISBN 85-349-2001-X.

TORREY, R. A.; RODRIGUES, Cláudio J. A. Os fundamentos. 1ª. São Paulo - SP: Hagnos, 2005. 710 p. ISBN 85-89320-66-9.

YANCEY, Philip. Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados. São Paulo - SP: Mundo Cristão, 2005. 277p. ISBN 85-7325-415-7.




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Imagem: istockphoto.com

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Segundo Salmo de Davi


João de Deus Nogueira Ramos (1830-1896), foi um poeta lírico português, autor de uma obra singular, rica em musicalidade e que, embora inserida no período histórico do Romantismo, não se subscreve com plena adequação a essa escola estética. O poema transcrito abaixo foi extraído da coletânea Flores do Campo e é uma paráfrase do Salmo 2, que é um salmo messiânico.

"Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá. Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam." Salmo 2.


Segundo Salmo de Davi

Por João de Deus

Porque anda o mundo todo enfurecido,
Se esforços contra Deus são todos vãos?
Os grandes, mais os reis, deram as mãos
Contra o Senhor, contra o seu Ungido,

—Estas correntes, é despedaçá-las,
Este jugo atirar com ele fora!
E lá cima no céu, o que lá mora
Não faz mais que sorrir-se de tais falas.

Mas em lhe dando a ira, aonde então
Se hão de meter, com medo, os desgraçados!
Coroou-me rei no alto de Sião,
Cumpre-me publicar os seus mandados.

-Tu és meu filho; disse-me o Senhor:
Gerei-te hoje; pedir com confiança!
Verás o mundo todo ao teu dispôr,
Terras e povos, como propria herança.

-Vara de ferro para os ir guiando,
E fazê-los guardar-te obediência;
E eles de barro mal cozido e brando
Que os partas em te opondo resistência.

Agora pois vós outros, reis, juizes,
Reparai no que eu digo, e vede lá;
Servi a Deus, e dai-vos por felizes
Cumprindo à risca as ordens que ele dá.

Tomai os meus conselhos; ou, senão,
Tende já como certa a perdição.
Que em se ele irando, é como um raio; aquele
Que o despreza e não crê, infeliz d'ele!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Amor de Deus e Amor próprio

"A procura do bem é a procura de uma vida que não conhece a morte, a realidade plena da sua própria vida que está ao abrigo de toda a perda. Esta vida sem morte é Deus, Deus amado e procurado enquanto eternidade. Esta eternidade é o futuro absoluto: se o homem deseja a realidade plena da sua própria vida, procura-se e deseja-se como porvir e não ama o eu na primeira pessoa, que encontra como dado na realidade terrestre. O ódio a si e a renúncia ao si levam ao eu do presente, dado, mortal. O critério do amar justo ou mau não é a renúncia a si em absoluto mas uma renúncia pelo amor do eterno que nos espera: 'Abstém-te de amar nesta vida, para não perderes a vida eterna (...) Se ocasionalmente amaste mal, então odiaste; se odiaste com conhecimento de causa, então amaste'. Amor de Deus e amor de si caminham lado a lado e não se contradizem. No amor de Deus, o homem ama-se a si próprio, ao homem que há-de-vir , na pertença desejada a Deus, logo, a si mesmo enquanto aquilo que será eterno. Esta renúncia de si é pseudocristã não porque não procede da consciência do seu próprio ser de criatura nem da insuficiência de tudo que é humano que Deus chamou à obediência da fé, e pelo que, desde logo, toda a autonomia é orgulhosa (São Paulo), mas porque ela é a última consequência, ultrapassando-se a si mesma, do amor, do desejo, da procura do seu próprio bem. E é apenas porque o homem não constitui ele próprio um bem que lhe permite ser feliz que não é auto-suficiente, que deve procurar-se e que nessa procura o bem leva-o a esquecer-se de si próprio. Ele pode perder-se se se esquecer nos bens deste mundo. O desejo é, pois, a estrutura fundamental do ser que não se possui a si mesmo e que corre o perigo de se perder. No abandono de Deus, o homem é empurrado para fora de si (extra se) e perde-se aí."

(Arendt, Hannah. O conceito de amor em Santo Agostinho. Trad. Alberto Pereira Dinis. Lisboa: Instituto Piaget, s.d., p. 33-34)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Últimas Aquisições



Divulgamos a lista das últimas aquisições da Biblioteca.
Enriqueça o seu dia-a-dia com leituras que edificam a vida cristã!

AQUINO, São Tomás de. O credo. Petrópolis - RJ: Vozes, 2006. 109 p. ISBN 85.326.3287-4.

BLOMBERG, Craig L. Nem pobreza, nem riqueza: As posses segundo a Teologia Bíblica. Tradução de Aline Marques Kaehler. 1ª. Curitiba - PR: Evangélica Esperança, 2009. 301 p. ISBN 978-85-7839-018-1.

BROWN, R. E. A Comunidade do Discípulo Amado. ---. [S.l.]: Paulinas - SP, 1983.

CÉSAR, Elben M. Lenz. Mochila nas costas e diário na mão: A fascinante história de Ashbel Green Simonton. 1ª.Viçosa - MG: Ultimato, 2009. 215 p. ISBN 978-85-7779-029-6.

CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. Tradução de Heber Carlos de Campos. 2ª. São Paulo - SP: Hagnos, 2008. 4 v. ISBN 85-89320-06-5.

CULLMANN, Oscar. A formação do Novo Testamento. Tradução de Bertolo Weber. 7ª. São Leopoldo - RS: Sinodal - RS, 2001. 95 p. ISBN 85-233-0026-0.

CYMBALA, Jim. A Oração que vence barreiras: O segredo para receber o que você mais precisa de Deus. Tradução de Maria Emilia de Oliveira. 1ª. São Paulo - SP: Vida - SP, 2006. 210 p. ISBN 85-7367-9304.

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: A essência das religiões. Tradução de Rogério FERNANDES. São Paulo - SP: Martins Fontes, 2008. 191 p. ISBN 978-85-336-2438-2.

ENGEN, Charles van. Povo Missionário, Povo de Deus: Por uma redefinição do papel da igreja local. Tradução de Fabiani Silveira Medeiros. 1ª. São Paulo - SP: Vida Nova - SP, 1996. 251 p. ISBN 978-85-275-0223-8.

FOSTER, Richard J.; SMITH, James Bryan. Clássicos Devocionais: Seleção de 52 leituras dos principais autores devocionais sobre renovação espiritual. Tradução de William Lane. 1ª. São Paulo - SP: Vida - SP, 2009. 511 p. ISBN 978-85-383-0136-3.

HARNACK, Adolf von. O que é Cristianismo. Tradução de Gláucia M. M. Trigone. 1ª. São Paulo - SP: Reflexão,2009. 165 p. ISBN 978-85-61859213.

HORRELL, J. Scott. A essência da Igreja: fundamentos do Novo Testamento para a Igreja Contemporânea. Tradução de Lena Aranha. 1ª. São Paulo - SP: Hagnos, 2006. 165 p. ISBN 85-89320-99-5.

HORTON, Michael S. O cristão e a cultura: Orientação bíblica para o crente. 2ª. São Paulo - SP: Cultura Cristã - SP, 2006. 187 p. ISBN 85-7622-139-X.

KIERKEGAARD,Sören. Migalhas filosóficas: ou um bocadinho de filosofia de João Clímacus. 2ª. Petrópolis - RJ: Vozes, 2008. 157 p. ISBN 978-85-326-1407-0.

LEWIS, C. S. Oração: Cartas a Malcolm: Reflexões sobre o diálogo íntimo entre homem e Deus. Tradução de Antivan Guimarães, Jurandy Bravo. 1ª. São Paulo - SP: Vida - SP, 2009. 157 p. ISBN 978-85-383-0133-2.

LINNEMANN, Eta. Crítica Histórica da Bíblia. Tradução de Wadislau Martins Gomes. 1ª. São Paulo - SP: Cultura Cristã - SP, 2009. 208 p. ISBN 978-85-7622-279-8.

MACDONALD, William. O discipulado verdadeiro. Tradução de Emirson Justino. 2ª. São Paulo - SP: Mundo Cristão - SP, 2009. 158 p. ISBN 978-85-7325-574-4.

MARÍLIA DE CAMARGO CÉSAR. Feridos em Nome de Deus. São Paulo - SP: Mundo Cristão - SP, 2009. 155p. ISBN 978-85-7325-582-9.

MARINO JÚNIOR, Raul. Em busca de uma Bioética Global: Princípios para uma moral mundial e universal e uma Medicina mais humana. 1ª. São Paulo - SP: Hagnos, 2009. 270 p. ISBN 978-243-0394-4.

MCLAREN, Brian. Em busca de uma fé que é real. Tradução de Ana Paula Garcia Spolon. 1ª. Brasília - DF: Palavra - DF, 2009. 185 p. ISBN 978-85-60387-47-2.

MCLAREN, Brian. Mais preparado do que você imagina: O poder de uma conversa sincera. Tradução de Ana Paula Garcia Spolon. 1ª. Brasília - DF: Palavra - DF, 2009. 200 p. ISBN 978-85-60387-45-8.

MICHELETTI, Mario. Filosofia Analítica da Religião. São Paulo - SP: Loyola - SP, 2007. 204 p. ISBN 978-85-15-03442-0.

OLIVER, David. Ame o trabalho, Viva a vida: Cumprindo o propósito de Deus no trabalho. Tradução de Vera E.Jordan Aguiar. ª. São Paulo - SP: Hagnos, 2009. 175 p. ISBN 978-85-243-0398-2.

PACKER, James I. Teologia Concisa. Tradução de Rubens Castilho. 2ª. São Paulo - SP: Cultura Cristã - SP, 2004. 224 p. ISBN 85-7622-058-X.

PIPER, John. Maravilhosa Graça da vida de William Wilberforce. Tradução de Katia Ferreira. 1ª. Niterói - RJ:Tempo de Colheita, 2008. 70 p. ISBN 978-85-61619-02-2.

RUSSEL, D.S. Desvelamento Divino: uma introdução à apocalíptica judaica. São Paulo - SP: Paulus, 1997. 196 p.ISBN 85-349-0979-2.

SCHWEITZER, Albert. A busca do Jesus Histórico. Tradução de Wolfgang Fischer, Sérgio Paulo de Oliveira, Cláudio J. A. Rodrigues. s.n. São Paulo - SP: Novo Século, 2005. 485 p. ISBN 85-86671-30-4.

SCHWEITZER, Albert. O misticismo de Paulo, o apóstolo. Tradução de Paulo Arantes, Judith Tonioli Arantes. s.n. São Paulo - SP: Fonte Editorial Ltda., 2006. 488 p. ISBN 85-86671-31-2.

SILVA, Jarbas Ferreira da. Tropeços na Ação Missionária: Tolice humana ou cilada de Satanás. 1ª. São Paulo - SP:Vida Nova - SP, 2003. 174 p. ISBN 85-275-0303-4.

STOTT, John R. W. A Missão Cristã no Mundo: Ser sal da terra e luz do mundo significa que a igreja tem uma missão entre os homens. Mas essa missão é de natureza evangelísitca ou social ?. São Paulo - SP: Candeia - SP. 126 p. ISBN 978 85 73521 73-3.

SWETNAM,James. Gramática do Grego do Novo Testamento. São Paulo - SP: Paulus, 2002. 334 p. ISBN 85-349-2001-X.

TOGNINI, Enéas. O Período Interbíblico: 400 anos de silêncio profético. 1ª. São Paulo - SP: Hagnos, 2009. 222 p. ISBN 978-85-7742-050-6.

VAUX, Roland de. Instituições de Israel do Antigo Testamento. Tradução de Daniel de Oliveira. 1ª. São Paulo - SP: Vida Nova - SP, 2008. 622 p. ISBN 978-85-275-0315-0.

WESLEY, John. O diário de John Wesley: o Pai do Metodismo. Tradução de Izilda Peixoto Bella. 1ª. São Paulo - SP: Arte Editorial, 2009. 422 p. ISBN 978-85-98172-57-6.

WOLL, Hans Walter. Antropologia do Antigo Testamento. 1ª. São Paulo - SP: Hagnos, 2007. 368 p. ISBN 978-85-7742-013-1.

------------------- DVD ------------------------------

A Bíblia... no Início . [S.l.]: Juerp - RJ.

As Estrelas me Mostram Você . Manaus - AM: BV Films. 94 min.

HILLSONG Live: Might to Save. [S.l.]: BV Films, 2006. 120 min.

Milagre na Cabana: Três gerações de mulheres unidas pelo precioso dom do amor. [S.l.]: BV Films. 90 min.

O Fazendeiro e Deus: Onde existe amor, existe esperança. [S.l.]: Juerp - RJ, 2008. 97 min.

Oração Simples... Vida Simples: Como simplificar sua vida mudando o modo de se relacionar. Manaus - AM: Bello Entretenimento.

Santo Agostinho. Itália: Versátil Home Video, 1972. 115 min.

Storyteller Café: Os sete banhos. São Paulo - SP: Comev, 2008. 24 min.


- aquisições: dez.09 e janeiro.10


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Se Deus existe, por que há pobreza?


O livro Se Deus existe, por que há pobreza? do respeitado teólogo cristão, Jung Mo Sung, conduz-nos a compreender a relação de Deus com a pobreza. O tema da obra é apresentada de forma desmistificada, mediante a análise das causas e dos contextos sócio-econômicos, demonstrando que a miséria dos excluídos é apenas uma das mazelas dos seres humanos que produzem ou aceitam sistemas sociais e políticos excludentes. Diante dessa realidade, o autor apresenta a fé em Deus como o caminho para vivermos valores mais solidários e humanos na atual sociedade individualista.

O autor mostra que antes de se tentar resolver o paradoxo sofrimento/injustiça e existência de Divindade, é preciso estabelecer outra premissa para compreender Deus. A premissa da Bíblia é que Deus é amor. E como Deus deseja estabelecer relacionamentos verdadeiros, sendo onipotente, ele precisa se valer de outro poder. O poder mais digno, o único que possibilita relacionamento sem que seres humanos sejam esmagados pela onipotência, Deus, é o amor.

Para Jung Mo Sung se existe miséria, certamente a culpa não é Deus. Os seres humanos concebem sistemas perversos com exclusão social e marginalização econômica, que gera miséria absoluta. Tal sistema conspira contra a vida e é pecado, portanto, precisa ser denunciado para não continuar produzindo mortes desnecessárias.

Segundo o teólogo, a solução dos problemas sociais não se dá somente nos níveis pessoal ou comunitário. Nesses níveis podemos realizar ações locais e mais imediatas que ajudam algumas pessoas ou pequenos grupos. Mas, a grandeza e a complexidade dos problemas sociais no Brasil e no mundo exigem, além das nossas ações locais, uma solução também na esfera da estrutura socioeconômico e a política com ações sociais e política com ações sociais e políticas de médio e longo alcance.

“Lutar pela dignidade humana dos que estão sendo marginalizados (não somente em casos extremos, como o citado, mas também em outros do nosso cotidiano), significa ir contra as leis e valores morais da sociedade, contra a nossa própria situação de bem-estar. Significa não ganhar nada ou ganhar pouco em troca do esforço que pode nos trazer mais problemas. Diante de um dilema assim, podemos cair facilmente numa visão idolátrica de Deus e justificar a marginalização e a nossa indiferença, frente aos sofrimentos dos outros, em nome de alguma “providência divina” tranqüilizadora das nossas consciências”.

O autor diz que, para a cultura dominante no mundo atual, as pessoas valem de acordo com sua capacidade econômica a ou seu sucesso alcançado. Por isso não conseguem ver dignidade humana nas pessoas pobres ou em outras que não satisfazem suas exigências de status. “Quando nos convertemos, temos a experiência de Deus e vivemos de acordo com a fé na revelação de Deus, passamos a ver mais as pessoas como elas realmente são”.

O livro nos deixa a mensagem de que os pobres do mundo, os excluídos das sociedade, não tem fome somente de pão, mas também da humanidade que lhe é negada. Fome do Deus que não exclui ninguém e que está no meio do seres humanos. Por fim, Jung Mo Sung, observa que anunciar o Deus da vida é propor, em primeiro lugar, uma economia que “escute os clamores dos pobres” e coloque como um dos principais objetivos, se não o principal, o atendimento das necessidades dos mais fracos.

Por Priscila Rocha

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vilancete


Gil Vicente (1465?-1536?) foi o primeiro grande dramaturgo de língua portuguesa. Sua obra versa principalmente sobre temas morais e religiosos.

Além de escrever para o teatro, Vicente também compôs poemas. O poema de sua autoria transcrito abaixo é um vilancete, forma poética comum na Península Ibérica na época Renascença, que se caracteriza por ser composto de um mote seguido de uma ou mais estrofes , conhecidas como voltas ou glosas, com 5 ou 7 sílabas poéticas. O poeta português aborda um tema muito caro ao livro de Salmos, que é a manifestação gloriosa da natureza em louvor do Criador por meio de sua maravilhosa ordem e beleza.

"Aleluia! Louvai ao SENHOR do alto dos céus, louvai-o nas alturas. Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas legiões celestes. Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes. Louvai-o, céus dos céus e as águas que estão acima do firmamento. Louvem o nome do SENHOR, pois mandou ele, e foram criados. E os estabeleceu para todo o sempre; fixou-lhes uma ordem que não passará. Louvai ao SENHOR da terra, monstros marinhos e abismos todos; fogo e saraiva, neve e vapor e ventos procelosos que lhe executam a palavra; montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros; feras e gados, répteis e voláteis; reis da terra e todos os povos, príncipes e todos os juízes da terra; rapazes e donzelas, velhos e crianças. Louvem o nome do SENHOR, porque só o seu nome é excelso; a sua majestade é acima da terra e do céu. Ele exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os seus santos, dos filhos de Israel, povo que lhe é chegado. Aleluia!" Salmo 148.

Vilancete

Por Gil Vicente


Adorai, montanhas,
o Deus das alturas,
também das verduras.
Adorai, desertos
e serras floridas,
o Deus dos secretos,
o Senhor das vidas.
Ribeiras crescidas
louvai nas alturas
Deus das criaturas.
Louvai arvoredos
de fruto prezado,
digam os penedos:
Deus seja louvado!
E louve meu gado,
nestas verduras,
o Deus das alturas.