Mostrando postagens com marcador evangelização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador evangelização. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de junho de 2011

Ainda sobre Missões - Igreja Cristã Evangelizadora



IGREJA CRISTÃ EVANGELIZADORA

Marcos Severo de Amorim

Socep, 2004


Proclamar o evangelho de Cristo é tarefa principal e intransferível da Igreja. Esta tarefa só pode ser realizada com a autoridade de Jesus e no poder do Espírito Santo.
A missão deixada por Jesus para pregar, batizar e ensinar e realizada com maior sucesso quando mantemos o mesmo foco do apóstolo Paulo: pregação do evangelho e organização de igrejas locais.
Este livro é o trabalho de um homem comprometido com missões, não de forma teórica, mas prática. Não é o trabalho acadêmico de um missiólogo, porém as reflexões de um pastor sertanejo que já compreendeu que a tarefa primordial da Igreja é proclamar o evangelho de Cristo e reunir os crentes em Igrejas Locais.

“A tarefa primordial e intransferível da Igreja é proclamar o Evangelho de Jesus Cristo, e reunir os convertidos em Igrejas locais. Foi o próprio Jesus, Senhor da Igreja, quem definiu a tarefa de Sua Igreja, na chamada “Grande Comissão (Mt.28.18-20). A missão da Igreja, conforme Jesus Cristo, é de natureza espiritual: pregar, batizar e ensinar. Isso somente pode ser realizado, na autoridade de Jesus e no poder do Espírito Santo.(...)


A Igreja cristã Evangelizadora não tem tempo a perder. Ela sabe das necessidades da humanidade perdida e quanto mais se envolver com outras atividades que não seja a de levar a mensagem aos pecadores, ela estará prejudicando o alcance dos alvos a serem atingidos em todo o mundo. Nada poderá deter a Igreja Evangelizadora, a sua palavra tem alvo certo. "...assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que designei" (Is 55.11) ” (...)


"A recompensa da Igreja não está somente em desfrutar da paz com Deus, da esperança da salvação eterna, da comunhão entre os irmãos e das bênçãos recebidas. Além da vida presente, aguardamos muito mais , das bênçãos do porvir, que foram anunciadas pelo Senhor Jesus a todos os que fazem parte deste povo escolhido de Deus, para tomar posse da herança da Sua glória, reservada para aqueles que obedecerem a Palavra de Deus e cumprirem com fidelidade a ordem de evangelizar a humanidade "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15).

(Amorim, 2004, p. 11, 12, 13)

sábado, 5 de março de 2011

Março: Campanha de Missões Mundiais


"Todos os confins da terra se lembrarão e se voltarão para o Senhor, e todas as famílias das nações se prostrarão diante dele, pois do Senhor é o reino; ele governa as nações." (Sl. 22.27,28)

Este mês nosso tema para reflexão é Missões, com foco em Missões Mundiais.

Trazemos para o blog três obras sobre missões e evangelização:
- “Evangelização no mercado pós-moderno”, de Robson Ramos, faz-nos repensar as estratégias que usamos para evangelizar as pessoas neste século;
- “Povo Missionário, Povo de Deus”, de Charles van Engen, nos fala do elo que une a Igreja e a missão que Deus nos confiou;
- “Completando as aflições de Cristo”, de John Piper, conta a história de de três homens que foram “embaixadores fiéis que enfrentaram aflições momentâneas e morte, diariamente, para que outros pudessem colher a eternidade no céu”.

Evangelização no mercado pós-moderno
Robson Ramos - Ed. Ultimato, 2003
Numa época em que a fé perde os seus conceitos, a doutrina é substituída pela experiência e a consciência cristã se acomoda no sensorial, Robson Ramos revela a necessidade de vivermos um cristianismo genuíno, que tem a mente cristã como filtro de toda verdade. ( Durvalina Bezerra, diretora do Seminário Betel Brasileiro SP e presidente da Associação de Professores de Missões do Brasil).

Povo Missionário, Povo de Deus
Charles van Engen - Ed. Vida Nova, 1996
Existe algum elo que une a Igreja e a missão confiada ao povo de Deus?Charles van Engen diz que sim. E mais, ele afirma que há um ponto em comum entre as diversas igrejas, e que é justamente a missão que Deus confiou, não a uma denominação cristã em especial, mas à Igreja de Cris to como um todo. Em suas palavras: “Igreja, aquele corpo comprado pelo sangue de Jesus e chamado para ser seu povo no mundo. O povo missionário é chamado para ser a Igreja na igreja. É claro que falaremos de igrejas, mas os nossos interesses se voltarão quase exclusivamente para o objetivo da Igreja”.Em vez de apresentar modelos de “igrejas que dão certo” ou uma análise meramente sociológica da igreja, o autor nos brinda com uma profunda reflexão sobre os fundamentos da razão de ser da Igreja no mundo. Nas páginas deste livro, o leitor encontrará o que é ser Igreja, e quais os desafios que envolvem o maior compromisso que alguém pode ter com Deus.

Completando as aflições de Cristo: o custo de levar o evangelho para as nações na vida de William Tyndale, Adoniran Judson e John Paton.
John Piper - Shedd Publicações, 2010
Quando, em 430 d.C., Agostinho entregou a liderança de sua igreja, seu sucessor ficou tão devastado pelo sentimento de inadequação para o cargo que declarou: “O cisne
silenciou”, temendo que a voz do gigante espiritual se perdesse com o tempo. Mas, por mil e seiscentos anos, Agostinho não silenciou – nem aqueles que, depois dele,
anunciaram fielmente a causa de Cristo. A vida deles tem inspirado todas as gerações de crentes e deve despertar em nós uma grande paixão por Deus.
William Tyndale: Entender a palavra de Deus na linguagem comum do homem foi a paixão propulsora de Tyndale. Ele foi combatido de forma cruel, acusado falsamente, preso e martirizado por causa de seu compromisso. Contudo, motivado pelo exemplo de Cristo, ele estava decidido a que toda pessoa tivesse acesso à verdade.
Adoniram Judson: Alcançar uma nação totalmente hostil para Cristo a despeito das devastadoras perdas, da mais sombria depressão e da tortura despótica foi o preço pago por Judson para revelar um Salvador poderoso. Sua dedicação inquebrantável à palavra e a fé em Deus moveram-o a ser o precursor de uma força cristã que permanece até hoje.
John Paton: Despertar a causa das missões mundiais foi o que motivou Paton a incitar colaboradores no mundo inteiro para a colheita e a viver corajosamente entre canibais para que eles pudessem conhecer Jesus. Seu ministério tornou-se uma história que anunciaria o chamado para as missões por gerações ainda por vir.Esses três homens foram embaixadores fiéis que enfrentaram aflições momentâneas e a morte, diariamente, para que outros pudessem colher a eternidade no céu. Que sua fidelidade e sacrifício possam intensificar sua paixão por tornar o amor e o mérito de Cristo conhecidos entre as nações.


_ o _

Conheça também a Campanha de Missões Mundiais (Junta de Missões Mundiais) para este ano cujo tema é “Eles também precisam da Graça do Pai”. Acesse o site da campanha para mais informações, novidades e dicas: www.elestambemprecisam.org.br/
- o -

terça-feira, 15 de junho de 2010

Missões - tema para reflexão no mês de Junho



“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em JERUSALÉM como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (ATOS 1.8)


“Missões” é novamente o tema para reflexão no mês de junho, porém a ênfase é em ''missões distritais".
Desntre as várias obras sobre Missões que temos em nossa biblioteca, destacamos duas, apenas como sugestão:

Pescadores de Crianças - Orientação prática para falar de Jesus às crianças.
Autor: C.H.Spurgeon *, conhecido pregador batista do século XIX na Inglaterra.
Shedd Publicações.
Vencedor do Prêmio Areté 2005

O autor nos desafia, demonstrando que falar de Jesus às crianças é a tarefa mais importante que uma pessoa possa desempenhar, quer seja um pai, professor, líder ou pastor.
Neste livro, você encontrará encorajamento, orientação prática e princípios bíblicos para renovar suas energias no ministério com crianças.


E


Fábrica de Missionários – Nem leigos, nem santos.
Autor: Rubem Martins Amorese
Editora Ultimato, 2008.

Esta obra nos leva a uma compreensão mais abrangente e bíblica da palavra “missionário”.

“Fábrica de Missionários é um esforço de banir do nosso vocabulário a palavra leigo e dar uma compreensão mais abrangente e bíblica à palavra missionário. O apóstolo Paulo em suas viagens não foi mais missionário do que uma mãe ao dar à luz filhos e se dedicar (junto com o pai, é claro) a educá-los. Isto nos ajuda a entender que o chamado de Cristo para segui-lo é um chamado para a missão e envolve todos os cristãos, em tudo aquilo que fazem, independentemente se são chamados para irem a uma região distante plantar uma igreja, para exercerem uma função numa repartição pública ou para realizarem a importante tarefa de serem pais.” (trecho do prefácio de Ricardo Barbosa, p.11)




§ - § - §

sábado, 15 de maio de 2010

Princípios Batistas - A Nossa Tarefa Contínua

A NOSSA TAREFA CONTÍNUA


1- A centralidade do indivíduo

Os batistas, historicamente, têm exaltado o valor do indivíduo, dando-lhe um lugar central no trabalho das igrejas e da denominação. Essa distinção, entretanto, está em perigo nestes dias de automatismo e pressões para o conformismo. Alertados para esses perigos, dentro das próprias fileiras, tanto quanto no mundo, os batistas devem preservar a integridade do indivíduo.

O alto valor do indivíduo deve refletir-se nos serviços de culto, no trabalho evangelístico, nas obras missionárias, no ensino e treinamento da mordomia, em todo o programa de educação cristã. Os programas são justificados pelo que fazem pelos indivíduos por eles influenciados. Isso significa, entre outras coisas, que o indivíduo nunca deve ser usado como um meio, nunca deve ser manobrado, nem tratado como mera estatística. Esse ideal exige, antes, que seja dada primordial consideração ao indivíduo, na sua liberdade moral, nas suas necessidades urgentes e no seu valor perante Cristo.

De consideração primordial na vida e no trabalho de nossas igrejas é o indivíduo, com seu valor, suas necessidades, sua liberdade moral, seu potencial perante Cristo.

2- Culto

O culto a Deus, pessoal ou coletivo, é a expressão mais elevada da fé e devoção cristã. É supremo tanto em privilégio quanto em dever. Os batistas enfrentam uma necessidade urgente de melhorar a qualidade do seu culto, a fim de experimentarem coletivamente uma renovação de fé, esperança e amor, como resultado da comunhão com o Deus supremo.

O culto deve ser coerente com a natureza de Deus, na sua santidade: uma experiência, portanto, de adoração e confissão que se expressa com temor e humildade. O culto não é mera forma e ritual, mas uma experiência com o Deus vivo, através da meditação e da entrega pessoal. Não é simplesmente um serviço religioso, mas comunhão com Deus na realidade do louvor, na sinceridade do amor e na beleza da santidade.

O culto torna-se significativo quando se combinam, com reverência e ordem, a inspiração da presença de Deus, a proclamação do evangelho, a liberdade e a atuação do Espírito. O resultado de tal culto será uma consciência mais profunda da santidade, majestade e graça de Deus, maior devoção e mais completa dedicação à vontade de Deus.

O culto – que envolve uma experiência de comunhão com o Deus vivo e santo – exige uma apreciação maior sobre a reverência e a ordem, a confissão e a humildade, a consciência da santidade, majestade, graça e propósito de Deus.

3- O ministério cristão

A igreja e todos os seus membros estão no mundo a fim de servir. Em certo sentido, cada filho de Deus é chamado como cristão. Há, entretanto, uma falta generalizada no sentido de negar o valor devido à natureza singular da chamada como vocação ao serviço de Cristo. Maior atenção neste ponto é especialmente necessária, em face da pressão que recebem os jovens competentes para a escolha de algum ramo das ciências e, ainda mais devido ao número decrescente daqueles que estão atendendo à chamada divina, para o serviço de Cristo.

Os que são chamados pelo Senhor para o ministério cristão devem reconhecer que o fim da chamada é servir. São, no sentido especial, escravos de Cristo e seus ministros nas igrejas e junto ao povo. Devem exaltar suas responsabilidades, em vez de privilégios especiais. Suas funções distintas não visam à vanglória; antes, são meios de servir a Deus, à igreja e ao próximo.

As igrejas são responsáveis perante Deus por aqueles que elas consagram ao seu ministério. Devem manter padrões elevados para aqueles que aspiram à consagração, quanto à experiência e ao caráter cristãos. Devem incentivar os chamados a procurarem o preparo adequado ao seu ministério.

Cada cristão tem o dever de ministrar ou servir com abnegação completa; Deus, porém, na sua sabedoria, chama várias pessoas de um modo singular para dedicarem sua vida de tempo integral ao ministério relacionado com a obra da igreja.

4- Evangelismo

O evangelismo é a proclamação do juízo divino sobre o pecado, e das boas novas da graça divina em Jesus Cristo. É a resposta dos cristãos às pessoas na incidência do pecado, é a ordem de Cristo aos seus seguidores, a fim de que sejam suas testemunhas frente a todos os homens. O evangelismo declara que o evangelho, e unicamente o evangelho, é o poder de Deus para a salvação. A obra de evangelismo é básica na missão da igreja e no mister de cada cristão.

O evangelismo, assim concebido, exige um fundamento teológico firme e uma ênfase perene nas doutrinas básicas da salvação. O evangelismo neotestamentário é a salvação por meio do evangelho e pelo poder do Espírito. Visa à salvação do homem todo; confronta os perdidos com o preço do discipulado e as exigências da soberania de Cristo; exalta a graça divina, a fé voluntária e a realidade da experiência de conversão.

Convites feitos a pessoas não salvas nunca devem desvalorizar essa realidade imperativa. O uso de truques de psicologia das massas, os substitutivos da convicção e todos os esquemas vaidosos são pecados contra Deus e contra o indivíduo. O amor cristão, o destino dos pecadores e a força do pecado constituem uma urgência obrigatória.

A norma de evangelismo exigida pelos tempos críticos dos nossos dias é o evangelismo pessoal e coletivo, o uso de métodos sãos e dignos, o testemunho de piedade pessoal e dum espírito semelhante ao de Cristo, a intercessão pela misericórdia e pelo poder de Deus, e a dependência completa do Espírito Santo.

O evangelismo, que é básico no ministério da igreja e na vocação do crente, é a proclamação do juízo e da graça de Deus em Jesus Cristo e a chamada para aceitá-lo como Salvador e segui-lo como Senhor.

5- Missões

Missões, como usamos o termo, é a extensão do propósito redentor de Deus através do evangelismo, da educação e do serviço cristão além das fronteiras da igreja local. As massas perdidas do mundo constituem um desafio comovedor para as igrejas cristãs.

Uma vez que os batistas acreditam na liberdade e competência de cada um para as próprias decisões, nas questões religiosas, temos a responsabilidade perante Deus de assegurar a cada indivíduo o conhecimento e a oportunidade de fazer a decisão certa. Estamos sob a determinação divina, no sentido de proclamar o evangelho a toda a criatura. A urgência da situação atual do mundo, o apelo agressivo de crenças e ideologias exóticas, e nosso interesse pelos transviados exigem de nós dedicação máxima em pessoal e dinheiro, a fim de proclamar-se a redenção em Cristo, para o mundo todo.

A cooperação nas missões mundiais é imperativa. Devemos utilizar os meios à nossa disposição, inclusive os de comunicação em massa, para dar o Evangelho de Cristo ao mundo. Não devemos depender exclusivamente de um grupo pequeno de missionários especialmente treinados e dedicados. Cada batista é um missionário, não importa o local onde mora ou posição que ocupa. Os atos pessoais ou de grupos, as atitudes em relação a outras nações, raças e religiões fazem parte do nosso testemunho favorável ou contrário a Cristo, o qual, em cada esfera e relação da vida, deve fortalecer nossa proclamação de que Jesus é o Senhor de todos.

As missões procuram a extensão do propósito redentor de Deus em toda parte, através do evangelismo, da educação, e do serviço cristão e exige de nós dedicação máxima.

6- Mordomia

A mordomia cristã é o uso, sob a orientação divina, da vida, dos talentos, do tempo e dos bens materiais, na proclamação do Evangelho e na prática respectiva. No partilhar o Evangelho, a mordomia encontra seu significado mais elevado: ela é baseada no reconhecimento de que tudo o que temos e somos vem de Deus, como uma responsabilidade sagrada.

Os bens materiais em si não são maus, nem bons. O amor ao dinheiro, e não o dinheiro em si, é a raiz de todas as espécies de males. Na mordomia cristã o dinheiro torna-se o meio para alcançar bens espirituais, tanto para a pessoa que dá, quanto para quem recebe. Aceito como encargo sagrado, o dinheiro torna-se não uma ameaça e sim uma oportunidade. Jesus preocupou-se em que o homem fosse liberto da tirania dos bens materiais e os empregasse para suprir tanto às necessidades próprias como as alheias.

A responsabilidade da mordomia aplica-se não somente ao cristão como indivíduo, mas, também, a cada igreja local, cada convenção, cada agência da denominação. Aquilo que é confiado ao indivíduo ou à instituição não deve ser guardado nem gasto egoisticamente, mas empregado no serviço da humanidade e para a glória de Deus.

A mordomia cristã concebe toda a vida como um encargo sagrado, confiado por Deus, e exige o emprego responsável de vida, tempo, talentos e bens – pessoal ou coletivamente – no serviço de Cristo.

7- O ensino e treinamento

O ensino e treinamento são básicos na comissão de Cristo para os seus seguidores, constituindo um imperativo divino pela natureza da fé e experiência cristãs. Eles são necessários ao desenvolvimento de atitudes cristãs, à demonstração de virtudes cristãs, ao gozo de privilégios cristãos, ao cumprimento de responsabilidades cristãs, à realização da certeza cristã. Devem começar com o nascimento do homem e continuar através de sua vida toda. São funções do lar e da igreja, divinamente ordenadas. E constituem o caminho da maturidade cristã.

Desde que a fé há de ser pessoal, e voluntária cada resposta à soberania de Cristo, o ensino e treinamento são necessários antecipadamente ao Discipulado Cristão, e a um testemunho vital. Este fato significa que a tarefa educacional da igreja deve ser o centro do programa. A prova do ministério do ensino e treinamento está no caráter semelhante ao de Cristo e na capacidade de enfrentar e resolver eficientemente os problemas sociais, morais e espirituais do mundo hodierno. Devemos treinar os indivíduos a fim de que possam conhecer a verdade que os liberta, experimentar o amor que os transforma em servos da humanidade, e alcançar a fé que lhes concede a esperança no reino de Deus.

A natureza da fé e experiência cristãs e a natureza e necessidades das pessoas fazem do ensino e treinamento um imperativo.

8- Educação cristã

A fé e a razão aliam-se no conhecimento verdadeiro. A fé genuína procura compreensão e expressão inteligente. As escolas cristãs devem conservar a fé e a razão no equilíbrio próprio. Isto significa que não ficarão satisfeitas senão com os padrões acadêmicos elevados. Ao mesmo tempo, devem proporcionar um tipo distinto de educação – a educação infundida pelo espírito cristão, com a perspectiva cristã e dedicada aos valores cristãos.

Nossas escolas cristãs têm a responsabilidade de treinar e inspirar homens e mulheres para a liderança eficiente, leiga e vocacional, em nossas igrejas e no mundo. As igrejas, por sua vez, têm a responsabilidade de sustentar condignamente todas as suas instituições educacionais.
Os membros de igrejas devem ter interesse naqueles que ensinam em suas instituições, bem como naquilo que estes transmitem. Há limites para a liberdade acadêmica; deve ser admitido, entretanto, que os professores das nossas instituições tenham liberdade para erudição criadora, com o equilíbrio de um senso profundo de responsabilidade pessoal para com Deus, a verdade, a denominação, e as pessoas a quem servem.

A educação cristã emerge da relação da fé e da razão e exige excelência e liberdade acadêmicas que são tanto reais quanto responsáveis.

9- A autocrítica

Tanto a igreja local quanto a denominação, a fim de permanecerem sadias e florescentes, têm que aceitar a responsabilidade da autocrítica. Seria prejudicial às igrejas e à denominação se fosse negado ao indivíduo o direito de discordar, ou se fossem considerados nossos métodos ou técnicas como finais ou perfeitos. O trabalho de nossas igrejas e de nossa denominação precisa de freqüente avaliação, a fim de evitar a esterilidade do tradicionalíssimo. Isso especialmente se torna necessário na área dos métodos, mas também se aplica aos princípios e práticas históricas em sua relação à vida contemporânea. Isso significa que nossas igrejas, instituições e agências devem defender e proteger o direito de o povo perguntar e criticar construtivamente.

A autocrítica construtiva deve ser centralizada em problemas básicos e assim evitar os efeitos desintegrantes de acusações e recriminações. Criticar não significa deslealdade; a crítica pode resultar de um interesse profundo do bem-estar da denominação. Tal crítica visará ao desenvolvimento à maturidade cristã, tanto para o indivíduo quanto para a denominação.
Todo grupo de cristãos, para conservar sua produtividade, terá que aceitar a responsabilidade da autocrítica construtiva.

Como batistas, revendo o progresso realizado no decorrer dos anos, temos todos inteira razão de desvanecimento ante as evidências do favor de Deus sobre nós. Os batistas podem bem cantar com alegria, “Glória a Deus, grandes coisas Ele fez!” Podem eles também lembrar que aqueles aos quais foi dado o privilégio de gozar de tão alta herança, reconhecidos ao toque da graça, devem engrandecê-la com os seus próprios sacrifícios.

sábado, 19 de setembro de 2009

A Igreja é maior do que você pensa


Embora Missões Nacionais seja o nosso tema central no mês de setembro, trazemos a obra de Patrick Johnstone “A igreja é MAIOR do que você pensa – A tarefa inacabada da evangelização mundial” (Ed. Missão Horizontes), na qual o autor trata de um cenário mais amplo que o brasileiro, o contexto mundial. Mas as questões de ordem mundial, nesse caso, também podem ser aplicadas para nosso país.

No livro o autor aborda a necessidade da parceria entre igreja local, instituições de ensino e agências missionárias para que o trabalho de evangelização seja cooperativo “e mais produtivo para o Reino de Deus”.

O autor demonstra primeiramente que a Igreja é maior do que você pensa no TEMPO:
“A igreja foi planejada por Deus na Eternidade, antes do princípio do tempo, e seu destino é estar com Deus para toda a Eternidade, quando o tempo não mais existir. Somos parte do corpo eterno. Neste instante, já somos habitantes da Eternidade. Intercessão é uma atividade que entra em contato com a eternidade e a ela pertence.”
Em segundo lugar Johnstone pretende mostrar que a Igreja é maior do que você pensa no TAMANHO:
“Poucos perceberam o tremendo crescimento e expansão da Igreja em toda a sua diversidade e ministérios pelo século XX. (...)
Meu objetivo é lançar um desafio referente à tarefa de evangelização mundial a ser completada no século XXI, demonstrando que embora esteja inacabada, é possível terminá-la, e terminá-la em breve se nos mobilizarmos. Meu desejo é ver um envolvimento mais intenso e abrangente das igrejas, em resposta entusiasmada à Grande Comissão.”
O tereceiro ponto que o autor quer mostrar é que a Igreja é maior do que você pensa em ESTRUTURA:
“...nossa percepção do que constituem as estruturas da Igreja tem sido moldada por uma teologia inadequada e por padrões distorcidos... Seus efeitos tem sido a marginalização ou eliminação da visão e dos mecanismos de evangelização mundial. Meu objetivo é que nos arrependamos dos fracassos passados e corrijamos aquilo que for deficiente em cada esfera da vida da igreja, para que nos tornemos mais eficazes em missão.”
“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” Is. 53.6