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terça-feira, 27 de março de 2012

Pastor Yousef Nadarkhani escreve carta a cristãos do mundo inteiro


Pastor Yousef Nadarkhani corre o risco de ser executado por apostasia no Irã. Ele escreveu esta carta na prisão em janeiro de 2011, poucos meses depois de receber o veredicto por escrito confirmando sua sentença de morte. O pastor permanece preso em Rasht, sob a ameaça de uma execução que pode acontecer a qualquer momento

Leia abaixo as palavras de perseverança do pastor e lembre-se de interceder por ele.

"Graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”.

Portanto, tambem nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos foi proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. Hebreus 12:1-2.

Quando alguém compreende a revelação da verdade, essa pessoa estará disposto a compartilhá-la com outras pessoas e com as gerações futuras. Somos gratos às pessoas que, no passado, lutaram pela Verdade, que nos permitem ter acesso a esta gloriosa revelação de Jesus Cristo. Esses crentes entenderam a riqueza e a beleza da revelação, e estavam prontos para lutar a fim de passar adiante o fruto da revelação.

Como podemos dar frutos semelhantes para a vida eterna? Depende esolhas que fizermos. Primeiro temos que fechar os ouvidos para a voz das trevas, como está escrito no salmo primeiro: Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Salmo 1:1.

A segunda coisa é abrir os nossos ouvidos à voz do Espírito falando através da Palavra de Deus, como está escrito: Mas o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Salmo 1:2.
O fruto da A comunhão com o Senhor através da Sua Palavra Vivificante é o que garante a estabilidade nesta vida e impacta a vida de outros gerando frutos eternos, como dizem as Escrituras: E ele será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, que dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Salmo 01:03.

"Um passo de fé"

Muitas pessoas admiram Jesus como um modelo único a ser seguido por gerações, muitos gostariam de imitá-lo. Jesus não veio para ser apenas admirado, mas nos trouxe um modelo perfeito a ser seguido. Se queremos ser como Ele, precisamos dar um passo de fé, como Pedro. Quando Pedro viu o seu Senhor andando sobre o mar furioso, ele pediu para ir ao encontro de Jesus sobre as águas. Então Jesus disse: "Vem!".

Todos quanto escolheram seguir o Senhor, de alguma forma ouviram antes uma ordem D’ele, dizendo: "Vem!" Uma ordem que implica um passo de fé. Como é evidente nas Escrituras, aquilo que somos capazes de ver não é fé. A fé é bíblicamente definida como: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."

Temos que dar um passo de fé "apesar das dificuldades" ", a fim de experimentar o poder de Deus. Mas precisamos lembrar que tudo deve ser feito de acordo com a Palavra de Deus. Pedro não experimentou a possibilidade de andar sobre as águas porque ele simplesmente decidiu abandonar o barco, mas por causa da Palavra, da Ordem do Senhor. A Palavra de Deus nos diz que "deveremos passar por dificuldades" e desonra por causa do Seu Nome. A nossa fé não será genuina se ignorarmos estas palavras, se não manifestarmos a paciência do Senhor em nossos sofrimentos. Qualquer um que ignora-las será envergonhado naquele dia.

É bom lembrar que muitas vezes o passo de fé nos coloca diante de algumas dificuldades. Assim como a Palavra levou os filhos de Israel a sair do Egito e os colocou diante de um obstaculo chamado Mar Vermelho. Essas dificuldade se colocam entre as promessas de Deus e cumprimento delas e servem para desafiar e fortalecer a nossa fé. Os crentes devem aceitar esses desafios como uma parte de sua caminhada espiritual. O Filho foi desafiado no Calvário, no caminho mais difícil, como está escrito nas Escrituras: "Durante os dias de vuda na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão; Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu ". Hebreus 5:7-8.
O clamor "Eli, Eli, lamá sabactâni?" É suficiente para expressar os sofrimentos de nosso Senhor no Calvário. Por trás desse pedido de socorro, podemos identificar a grande fé que o levou a aceitar a vontade do Pai. Sim, Ele sabia que Deus não permitiria que "seu Santo sofresse decomposição”, e que, em três dias, ele ressuscitaria dentre os mortos. Além do poder da morte, o Senhor enxergou o poder da ressurreição vitoriosa.

Eu não preciso escrever mais nada sobre a base da fé. Lembremo-nos que indenpendente de momentos bons ou ruins, apenas três coisas permanecem: a Fé, a Esperança e o Amor. É importante para os cristãos se certificarem que tipo de fé, esperança e amor permanecerão. Somente o que recebemos de acordo com a Palavra permanecerá para sempre. Eu quero encoraja-lo a viver de forma digna do chamado da Santa Palavra. Permitam irmãos, vocês que são herdeiros da glória de Cristo, serem exemplos para outros, a fim de ser um testemunho do poder de Cristo para o mundo.

Peço-lhes que vivam segundo a Palavra de Deus, a fim de rejeitar as ações das trevas que geram dúvidas em seus corações. A verdadeira vitória que elimina as dúvidas, vem pelo ouvir a Palavra de Deus com fé.

Somente uma igreja baseada nos ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo subexistirá, longe do auxilio e da proteção da Palavra de Deus o devorador o destrurá.

“Vamos dar um Testemunho Santo. "

Seu irmão em Cristo,
Youcef Nadarkhani
FonteChristian Solidarity Worldwide (CSW)
Tradução: Marcelo Peixoto

sábado, 5 de março de 2011

Março: Campanha de Missões Mundiais


"Todos os confins da terra se lembrarão e se voltarão para o Senhor, e todas as famílias das nações se prostrarão diante dele, pois do Senhor é o reino; ele governa as nações." (Sl. 22.27,28)

Este mês nosso tema para reflexão é Missões, com foco em Missões Mundiais.

Trazemos para o blog três obras sobre missões e evangelização:
- “Evangelização no mercado pós-moderno”, de Robson Ramos, faz-nos repensar as estratégias que usamos para evangelizar as pessoas neste século;
- “Povo Missionário, Povo de Deus”, de Charles van Engen, nos fala do elo que une a Igreja e a missão que Deus nos confiou;
- “Completando as aflições de Cristo”, de John Piper, conta a história de de três homens que foram “embaixadores fiéis que enfrentaram aflições momentâneas e morte, diariamente, para que outros pudessem colher a eternidade no céu”.

Evangelização no mercado pós-moderno
Robson Ramos - Ed. Ultimato, 2003
Numa época em que a fé perde os seus conceitos, a doutrina é substituída pela experiência e a consciência cristã se acomoda no sensorial, Robson Ramos revela a necessidade de vivermos um cristianismo genuíno, que tem a mente cristã como filtro de toda verdade. ( Durvalina Bezerra, diretora do Seminário Betel Brasileiro SP e presidente da Associação de Professores de Missões do Brasil).

Povo Missionário, Povo de Deus
Charles van Engen - Ed. Vida Nova, 1996
Existe algum elo que une a Igreja e a missão confiada ao povo de Deus?Charles van Engen diz que sim. E mais, ele afirma que há um ponto em comum entre as diversas igrejas, e que é justamente a missão que Deus confiou, não a uma denominação cristã em especial, mas à Igreja de Cris to como um todo. Em suas palavras: “Igreja, aquele corpo comprado pelo sangue de Jesus e chamado para ser seu povo no mundo. O povo missionário é chamado para ser a Igreja na igreja. É claro que falaremos de igrejas, mas os nossos interesses se voltarão quase exclusivamente para o objetivo da Igreja”.Em vez de apresentar modelos de “igrejas que dão certo” ou uma análise meramente sociológica da igreja, o autor nos brinda com uma profunda reflexão sobre os fundamentos da razão de ser da Igreja no mundo. Nas páginas deste livro, o leitor encontrará o que é ser Igreja, e quais os desafios que envolvem o maior compromisso que alguém pode ter com Deus.

Completando as aflições de Cristo: o custo de levar o evangelho para as nações na vida de William Tyndale, Adoniran Judson e John Paton.
John Piper - Shedd Publicações, 2010
Quando, em 430 d.C., Agostinho entregou a liderança de sua igreja, seu sucessor ficou tão devastado pelo sentimento de inadequação para o cargo que declarou: “O cisne
silenciou”, temendo que a voz do gigante espiritual se perdesse com o tempo. Mas, por mil e seiscentos anos, Agostinho não silenciou – nem aqueles que, depois dele,
anunciaram fielmente a causa de Cristo. A vida deles tem inspirado todas as gerações de crentes e deve despertar em nós uma grande paixão por Deus.
William Tyndale: Entender a palavra de Deus na linguagem comum do homem foi a paixão propulsora de Tyndale. Ele foi combatido de forma cruel, acusado falsamente, preso e martirizado por causa de seu compromisso. Contudo, motivado pelo exemplo de Cristo, ele estava decidido a que toda pessoa tivesse acesso à verdade.
Adoniram Judson: Alcançar uma nação totalmente hostil para Cristo a despeito das devastadoras perdas, da mais sombria depressão e da tortura despótica foi o preço pago por Judson para revelar um Salvador poderoso. Sua dedicação inquebrantável à palavra e a fé em Deus moveram-o a ser o precursor de uma força cristã que permanece até hoje.
John Paton: Despertar a causa das missões mundiais foi o que motivou Paton a incitar colaboradores no mundo inteiro para a colheita e a viver corajosamente entre canibais para que eles pudessem conhecer Jesus. Seu ministério tornou-se uma história que anunciaria o chamado para as missões por gerações ainda por vir.Esses três homens foram embaixadores fiéis que enfrentaram aflições momentâneas e a morte, diariamente, para que outros pudessem colher a eternidade no céu. Que sua fidelidade e sacrifício possam intensificar sua paixão por tornar o amor e o mérito de Cristo conhecidos entre as nações.


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Conheça também a Campanha de Missões Mundiais (Junta de Missões Mundiais) para este ano cujo tema é “Eles também precisam da Graça do Pai”. Acesse o site da campanha para mais informações, novidades e dicas: www.elestambemprecisam.org.br/
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sábado, 10 de abril de 2010

Orando por missões



A campanha de Missões Mundiais continua até o dia 10 de abril.

Missões deve ser motivo constante de nossas orações, pois Jesus já nos havia advertido sobre essa necessidade: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” (Lc 10:2. Também Mt.9:37-38).
Como orar?

Em seu livro Orar por Missões*, Margaret Godfree nos diz que “não precisamos de treinamento e nem de chamado especial para orar. A única qualificação é que você seja um cristão autêntico. Você precisa estar convencido de que a Palavra de Deus é confiável e ter certeza de que Jesus é o único caminho para a salvação.” (p.11)


A autora também nos dá sugestões de motivos de oração pelos missionários(as):

- pela vida espiritual do (a) missionário (a) (Jr. 15.16)

- pelo Ministério que exercem (Dn 12.3)

- pela família de cada um deles (Hb 12.1,2)

- pelos relacionamentos com os colegas de Ministérios (Ef 5.18-21)

- pelo país/região/local de serviço (Ap. 7.9,10)

- pela capacidade de comunicação (2Tm 4.2)

- pelas necessidades físicas (Fp 4.19): saúde e segurança, livramento da depressão, solidão e ansiedade, moradia, transporte, escola para os filhos, sustento financeiro, equipamentos, etc.



Inclua esses motivos em suas orações!


(O que os cristãos devem saber sobre orar por missões. Margaret Godfree; tradução de Josué Ribeiro. Rio de Janeiro: Danprewan Editora, 2004).

imagem:www.guardian.co.uk

sexta-feira, 26 de março de 2010

Missões Mundiais - Missão Transformadora


No mês de março costumamos refletir mais profundamente sobre missões mundiais.

Para a campanha de 2010, cujo trema é "Por Cristo vou até os confins da Terra" (1Co 9:23), a Junta de Missões Mundiais da CBB elegeu como destaque os países: Chile, Colombia, Equador, Haiti, República Dominicana.
Acesse o hotsite da campanha para mais informações: http://www.porcristovou.org.br/

Neste ano apresentamos para nossos leitores a obra Missão Transformadora: mudanças de paradigma na teologia da missão, de David J. Bosh* (Ed.Sinodal, 2ª. Edição, 2007. 690p.). A obra foi publicada pela primeira vez em abril de 1991, um ano antes da morte do seu autor.

Missão Transformadora, de acordo com Gerald H. Anderson, “tornou-se uma referência-padrão no estudo da missão cristã mundial, sendo talvez o livro-texto mais usado em aulas e cursos de missão. O magnun opus de David Bosch transformou-se em seu legado permanente para todas as pessoas que procuram entender, servir e disseminar a causa de Cristo no Mundo.”

“Este estudo não é apenas descritivo.”, diz Bosch no Prefácio de seu livro, “Ele não se propõe meramente a retratar o desenvolvimento e as modificações de uma idéia, mas também sugere que a missão continua sendo uma dimensão indispensável da fé cristã e que, em seu nível mais profundo, seu propósito é transformar a realidade que a circunda. A missão nessa perspectiva, é aquela dimensão de nossa fé que se recusa a aceitar a realidade como esta é e visa transformá-la. ‘Transformadora’ é, por conseguinte, um adjetivo que descreve uma característica essencial do que significa missão cristã.”

Leia comentário de Timóteo Carriker – missionário norte americano no Brasil sobre esta obra de Bosch acessando o endereço:


http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&secMestre=481&sec=505&num_edicao=280


David J. Bosh foi professor de Missiologia na Universidade da África do Sul a partir de 1971. Foi secretário-geral da Sociedade Missiológica Sul-Africana desde a sua fundação em 1968 e editor da revista Missionalia desde seu início em 1973. Exerceu a função de presidente nacional da Assembléia de Lideranças Cristãs da África do Sul em 1979 e de presidente da Iniciativa Nacional pela Reconciliação a partir de 1989, como parte de seu ministério de promover a reconciliação entre grupos raciais, denominacionais e teológicos na África do Sul e no mundo todo. Bosch era respeitado tanto no Conselho Mundial de Igrejas quanto na Comunhão Evangélica Mundial e no Comitê de Lausanne para a Evangelização Mundial.

sábado, 19 de setembro de 2009

A Igreja é maior do que você pensa


Embora Missões Nacionais seja o nosso tema central no mês de setembro, trazemos a obra de Patrick Johnstone “A igreja é MAIOR do que você pensa – A tarefa inacabada da evangelização mundial” (Ed. Missão Horizontes), na qual o autor trata de um cenário mais amplo que o brasileiro, o contexto mundial. Mas as questões de ordem mundial, nesse caso, também podem ser aplicadas para nosso país.

No livro o autor aborda a necessidade da parceria entre igreja local, instituições de ensino e agências missionárias para que o trabalho de evangelização seja cooperativo “e mais produtivo para o Reino de Deus”.

O autor demonstra primeiramente que a Igreja é maior do que você pensa no TEMPO:
“A igreja foi planejada por Deus na Eternidade, antes do princípio do tempo, e seu destino é estar com Deus para toda a Eternidade, quando o tempo não mais existir. Somos parte do corpo eterno. Neste instante, já somos habitantes da Eternidade. Intercessão é uma atividade que entra em contato com a eternidade e a ela pertence.”
Em segundo lugar Johnstone pretende mostrar que a Igreja é maior do que você pensa no TAMANHO:
“Poucos perceberam o tremendo crescimento e expansão da Igreja em toda a sua diversidade e ministérios pelo século XX. (...)
Meu objetivo é lançar um desafio referente à tarefa de evangelização mundial a ser completada no século XXI, demonstrando que embora esteja inacabada, é possível terminá-la, e terminá-la em breve se nos mobilizarmos. Meu desejo é ver um envolvimento mais intenso e abrangente das igrejas, em resposta entusiasmada à Grande Comissão.”
O tereceiro ponto que o autor quer mostrar é que a Igreja é maior do que você pensa em ESTRUTURA:
“...nossa percepção do que constituem as estruturas da Igreja tem sido moldada por uma teologia inadequada e por padrões distorcidos... Seus efeitos tem sido a marginalização ou eliminação da visão e dos mecanismos de evangelização mundial. Meu objetivo é que nos arrependamos dos fracassos passados e corrijamos aquilo que for deficiente em cada esfera da vida da igreja, para que nos tornemos mais eficazes em missão.”
“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” Is. 53.6