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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Cruz do Rei - Timothy Keller

Autor renomado e líder da Igreja Presbiteriana Redeemer, Timothy Keller fez deste A cruz do rei bem mais que uma instigante compilação de uma série recente de sermões baseados no Evangelho de Marcos: trata-se de um belo ensaio de apologética. Ao lembrar que nunca a cultura em geral dispensou tanta atenção ao Jesus histórico, Keller argumenta que, se pretendemos investigar sua vida, a fim de esclarecermos se Jesus realmente viveu, morreu e ressuscitou, para saber se a história da Páscoa contém um "fundo de verdade" ou, quem sabe, contém a chave para a história, precisamos nos voltar para os Evangelhos, os documentos históricos que contam a história de Jesus.

Keller cita o fato de que há 200 anos alguns estudiosos começaram a dizer que os Evangelhos eram tradições orais que foram embelezadas com vários elementos lendários ao longo de gerações, mas contrapõe esse entendimento com um argumento levantado por Richard Bauckman: os Evangelhos são histórias orais que foram escritas a partir dos relatos das próprias testemunhas oculares, as quais ainda estavam vivas e atuantes na comunidade.

Dividida em duas partes ("o Rei" e "a cruz"), a obra de Keller conta, em 18 capítulos, os momentos essenciais da história narrada no Evangelho de Marcos, na esperança de que o leitor encontre (ou reencontre) Jesus por meio desses relatos.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Cristo na cruz

Baltasar Estaço (1565-?) foi um padre e poeta português, autor de uma obra curtíssima, porém respeitável. O poema transcrito ilustra bem o caráter substitutivo da morte de Jesus, que toma nosso lugar na humilhação e na morte para que possamos, pelos merecimentos dEle, herdar os bens que não merecemos.

A Cristo na cruz
Por Baltasar Estaço

O bem que a tantos bens me convidava,
O qual desmereci, vós merecestes
Que a vida que por meu amor perdestes,
A vida me alcançou que eu desejava.

O mal que a tantos males me obrigava,
O qual não satisfiz, satisfizestes,
Que a morte que por meu amor sofrestes,
Da morte me livrou, que eu receava.

A vós Deus amoroso, a vós só amo,
De vós pratico, só, de vós escrevo,
Por vós a vida dou, e a morte quero,

Em vós fogo de amor, em vós me inflamo,
Pois que pago por vós o mal que devo,
E mereço por vós, o bem que espero.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Princípios Batistas - A autoridade

A AUTORIDADE

1- Cristo como Senhor

A fonte suprema da autoridade cristã é o Senhor Jesus Cristo. Sua soberania emana da eterna divindade e poder – como o unigênito filho do Deus Supremo – de sua redenção vicária e ressurreição vitoriosa. Sua autoridade é a expressão de amor justo, sabedoria infinita e santidade divina, e se aplica à totalidade da vida. Dela procede a integridade do propósito cristão, o poder da dedicação cristã, a motivação da lealdade cristã. Ela exige a obediência aos mandamentos de Cristo, dedicação ao seu serviço, fidelidade ao seu reino e a máxima devoção à sua pessoa, como o Senhor vivo.

A suprema fonte de autoridade é o Senhor Jesus Cristo, e toda a esfera da vida está sujeita à sua soberania.

2- As Escrituras

A Bíblia fala com autoridade porque é a palavra de Deus. É a suprema regra de fé e prática porque é testemunha fidedigna e inspirada dos atos maravilhosos de Deus através da revelação de si mesmo e da redenção, sendo tudo patenteado na vida, nos ensinamentos e na obra salvadora de Jesus Cristo. As Escrituras revelam a mente de Cristo e ensinam o significado de seu domínio. Na sua singular e una revelação da vontade divina para a humanidade, a Bíblia é a autoridade final que atrai as pessoas a Cristo e as guia em todas as questões de fé cristã e dever moral. O indivíduo tem que aceitar a responsabilidade de estudar a Bíblia, com a mente aberta e com atitude reverente, procurando o significado de sua mensagem através de pesquisa e oração, orientando a vida debaixo de sua disciplina e instrução.

A Bíblia como revelação inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo é a nossa regra autorizada de fé e prática.

3- O Espírito Santo

O Espírito Santo é a presença ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experiência humana. É Deus revelando sua pessoa e vontade ao homem. O Espírito, portanto, é a voz da autoridade divina. É o Espírito de Cristo, e sua autoridade é a vontade de Cristo. Visto que as Escrituras são produto de homens que, inspirados pelo Espírito, falaram por Deus, a verdade da Bíblia expressa a vontade do Espírito, compreendida pela iluminação do mesmo. Ele convence os homens do pecado, da justiça e do juízo, tornando, assim, efetiva a salvação individual, através da obra salvadora de Cristo. Ele habita no coração do crente, como advogado perante Deus e intérprete para o homem. Ele atrai o fiel para a fé e a obediência e, assim, produz na sua vida os frutos da santidade e do amor.

O Espírito procura alcançar vontade e propósito divinos entre os homens. Ele dá aos cristãos poder e autoridade para o trabalho do reino e santifica e preserva os redimidos, para o louvor de Cristo; exige uma submissão livre e dinâmica à autoridade de Cristo, e uma obediência criativa e fiel à palavra de Deus.

O Espírito Santo é o próprio Deus revelando sua pessoa e vontade aos homens. Ele, portanto, interpreta e confirma a voz da autoridade divina.

terça-feira, 11 de maio de 2010

À Coroa de Espinhos

Agostinho da Cruz (1540-1619) é o nome pelo qual ficou conhecido o poeta português Agostinho Pimenta, Frei da ordem de São Francisco. Sua poesia ficou marcada pelo fervor espiritual com que traduzia suas experiências com Deus para os versos. O poema transcrito fala da pureza do amor de Cristo, que, mesmo rejeitado, entregou-se para a redenção daqueles que o haviam desprezado. Morto de amor, Cristo de amor mata a morte, a maldição antiga. A coroa de espinhos, que dá título ao poema, simboliza essa dinâmica: os espinho que ferem o Senhor, são então destruídos.
À coroa de espinhos
Agostinho da Cruz


A que vindes, Senhor do Céu à terra,
Terra que sendo vossa vos enjeita,
E que tanto vos honra e vos respeita,
Que em não vos receber insiste e emperra?

Ah! Quanta ingratidão nela s’encerra!
Quão mal de vossa vinda se aproveita!
Pois se põe a tomar-vos conta estreita,
Mais brada contra vós, quanto mais erra.

E vós de vosso amor puro forçado
Os malditos espinhos lhe pisais,
Dos quais ainda sendo coroado,

A maldição antiga lhe trocais
Na bênção, que lhe dais crucificado,
Quando morto d’amor, d’amor matais.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal, pra quê?


Jesus nasceu durante a vida de Herodes, o Grande, que os Romanos haviam designado para governar a Judéia. Os calendários são contados a partir do ano em que se supõe ter nascido Jesus, mas as pessoas que fizeram essa contagem equivocaram-se com as datas: Herodes morreu no ano 4 a.C., de modo que Jesus nasceu 3 anos antes. Desde o séc. IV, os cristãos festejam o Natal, ou nascimento de Cristo, no dia 25 de dezembro. Esta foi uma adaptação das festas ao deus Sol dos povos pagãos, adquirida pelos Romanos. A data real ainda é incerta.

Então Jesus não nasceu no dia 25 dezembro, provavelmente não no ano 0 mas entre 8 e 7 a.C. (antes de Cristo), o Natal de hoje era originalmente uma festa pagã e não cristã; as celebrações em nossos dias detêm muito mais um espírito materialista e consumista, e os símbolos pouco ou nada refletem o verdadeiro sentido do Natal de Jesus!

Seria certo então continuarmos a manter a celebração natalina todos os anos? Não seria melhor, na verdade, seguir o caminho de alguns movimentos evangélicos fundamentalistas que rejeitam a celebração e se negam a comemorar o Natal?

Penso que não! E se é verdade que a origem do Natal é pagã, também é verdade que a adaptação da mesma em uma celebração cristã tinha um motivo forte e uma confissão: Jesus é, por assim dizer, o verdadeiro "Deus Sol" e Ele, sim, é o verdadeiro sentido do Natal! O profeta Malaquias (4.2) anunciou: "Mas para vós, os que temeis o Meu nome, nascerá o Sol da Justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria". O Messias prometido é aqui chamado SHEMESH TSEDAQA, Sol da Justiça.

Para o crente não importa exatamente quando Jesus nasceu, mas sim o fato que Ele nasceu, viveu e morreu para reconciliar-nos com Deus. Para o crente não importa em que ano Ele nasceu, mas sim o fato que Ele vive todo o ano em nós. Para o crente não importa se os símbolos não se reportam a Ele, pois que Ele, sim, dá sentido ao Natal!

Assim, ao invés de rejeitarmos este que tem sido chamado em alguns lugares como "o dia nacional de compras" vamos usá-lo para, à parte das roupas novas e presentes, celebrarmos a glória de Jesus Cristo, o Sol da Justiça. Vamos usar este dia para proclamarmos a grande e transformadora verdade: JESUS NASCEU, DEUS VEIO HABITAR CONOSCO!

Soli Deo gloria.

Pr. Josué Mello Salgado